DESORGANIZAÇÃO EM DOSES HOMEOPÁTICAS
O Bap defendia, na campanha eleitoral, que o Flamengo, nessa
temporada, por ter um Mundial no meio, deveria trabalhar com cerca de 35
jogadores no plantel.
Como no Flamengo 2025 impera a opinião do profissionalismo...
Boto e Filipe acreditaram que 25 era um número limite para manter
a motivação e a familiaridade de um grupo que tem que decidir com a LDU na quarta,
ir num sintético derrotar o líder do Brasileirão no domingo e retornar, em
poucas horas, para resolver sua vida em direção à uma glória um pouquinho
eterna, diante do João Gomes e seus camaradas, que não acreditavam que os
reservas de um time que tinha zero pontos na competição poderia complicar a
conquista do primeiro lugar do grupo.
Existem 2 tipos de jogos para um técnico comandar.
O jogo fim... e o jogo preparatório.
No jogo fim, decisivo, o comandante trabalha com o ápice da
curva de esforço...
E extrai tudo dos seus comandados como se não houvesse
amanhã.
A realidade do futebol brasileiro é que uma série de jogos
decisivos se confundem com jogos preparatórios.
No Flamengo, a inexperiência do Filipismo, que ainda não
entendeu bem que, na Libertadores...
Aonde os times fracos... são destaques nos seus campeonatos
nacionais...
É necessário abrir mão da organização em momentos chaves do
jogo.
Não sei o que está acontecendo com o Wesley, mas a combinação
de suas iniciativas com o desorganizado Matheus Gonçalves ilustraria o que
estou tentando descrever.
O gol de empate do Internacional contra o Bahia também demonstra
bem.
Três minutos após levar um gol que o eliminaria da Liberta,
o Inter atacou com 6 jogadores contra uma linha de 4 baiana. O Vitinho saiu na
cara do goleiro salvando a pátria gaúcha.
Um momento de desorganização classificou o Internacional,
que pode ser nosso próximo adversário nessa competição.
A verdade é que para se dominar um adversário mais fraco é
necessário volume de jogo.
É essencial vantagem numérica em todas as situações criadas.
Entendo o Filipismo quando afirma que o Flamengo foi um
desastre quando se desorganizou em alguns jogos anteriores. Só que, ontem, o
jogo clamava por alguma bagunça.
A estruturação só é efetiva quando a nota artística é alta.
Sinceramente, qual foi a nota artística do Arrascaeta ontem?
E do Bruno Henrique? E do Luíz Araújo? E do Alex Sandro?
Essa média, com certeza, é vermelha.
O Super Flamengo depende de 4 tenores ativos.
Sempre que nossos destaques forem Rossi, Léo Pereira, Léo
Ortiz, Varela...
E somente o Gérson pegar a bola, apontar o chifre, e partir
para cima da defesa adversária...
A organização não estará resolvendo nada.
Enfim, conquistamos o Carioca e a Supercopa. Classificamos
na Libertadores. Estamos muito bem no Brasileirão. Seguimos numa campanha
repleta de vitórias, com muitos gols marcados e poucos sofridos.
Agora é focar no Chelsea... que nem sabe que sua hora vai
chegar.
Chelsea? Como assim?
Ainda tem o Fortaleza antes.
Quem sabe se nesse jogo de inter temporada, o Filipe permita
que os desorganizados desorganizem sua organização...
E descubra que Lorran, Matheus Gonçalves, Michael, Wesley,
Joshua e Wallace Yan, em doses homeopáticas, podem vencer com uma desorganização
encantadora.

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