O CONTRA-ATAQUE DO CONTRA-ATAQUE
Teve muita gente boa não entendendo a escalação do
Arrascaeta no jogo de ontem.
O Celso Rezende, preparador físico do Dorival Jr, que
realizou um trabalho memorável no Flamengo, inclusive nos conduzindo à glória eterna
(2022) que, aliás, venho descobrindo que não é tão eterna assim...
recuperou nosso desgastado plantel, na época, exatamente
utilizando a regra dos 30 minutos de atuação.
É comprovado que um treino forte equivale a até 30 minutos
de um jogo bem disputado.
Nessa semana, por exemplo, precisávamos recuperar nosso uruguaio
favorito para derrotar o Palmeiras no próximo jogo.
Resumindo, o Arrasca treinou ontem ganhando ritmo de jogo,
cumprindo uma competente programação.
Por falar em Palmeiras, bipolaridade a parte, a campanha do
Flamengo no Brasileirão 2025 é boa. O alviverde é que anda gastando sua sorte
no início do campeonato. Lembra até o Botafogo do ano retrasado.
Voltando ao jogo contra o Botafogo que utiliza uma estrela
vermelha, nosso time se preocupou menos em recuar as bolas para conseguir
melhor organização...
E apresentou mais volúpia de marcar gols. Abusamos dos
passes mais longos e das viradas de bola, sem medo de que eventuais passes
errados provocassem contra-ataques para o adversário. Com isso, diversas vezes
tivemos 6 atacantes agredindo a linha de 4 de um time que veio ao Maracanã para
jogar.
Por falar em bipolaridade, é sempre bom frisar que não é
possível contra-atacar o contra-ataque do adversário sem correr riscos
defensivos.
Falando em contra-ataque do contra-ataque, essa é a situação
mais letal do esporte coletivo. E o Filipismo andou inibindo essa ação em prol
de um maior controle da bola.
Amei ver o Lorran de volta ao jogo.
Venho insistindo na aposta que ele representa um patrimônio
de mais de meio bilhão aos cofres rubro-negros. Conheço as planilhas dos
olheiros europeus... e de prospects eu entendo.
Jogar com Michael e Cebolinha pelo lado esquerdo foi
novidade. Fui torcedor fiel do JJ na sequência histórica de vitórias comandando
o Al Hilal... e o Michael brilhava na ponta direita. Não consigo entender a
razão do Filipismo disfarçar essa evidência.
Vou terminar essa crônica com a entrevista do Danilo ao Amazon
Prime no intervalo do jogo.
Aliás, demorei para cravar que viveremos o Danilismo num
futuro não tão distante. Ele será o sucessor do Filipe Luís.
É impressionante a atitude desse experiente craque. Ontem,
perguntado sobre convocação para a Seleção Brasileira, respondeu que a
importância disso, naquele momento, era menos do que zero. E que estava muito
bravo por ter tomado um gol por desorganização defensiva... a começar por ele
mesmo.
Por falar em Amazon Prime, sigo me divertindo muito com o
Rômulo Mendonça. Ontem ele confessou que prometeu à mãe que chamaria nosso artilheiro
reserva de Juninho Xexé, na transmissão normal... mas que não se
responsabilizaria no caso da marcação de gol. Pena que o atacante, que virou o
centro do ataque da oposição rubro-negra, não teve oportunidades de qualquer
conclusão.

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