NÃO SABIA QUE SABIA


 

NÃO SABIA QUE SABIA

O problema maior do Flamengo, ontem, não foi a quantidade de desfalques...

e, sim, a qualidade deles.

Houve um verdadeiro genocídio de velocistas no plantel.

Um meio-de-campo que possui a qualidade de Pulgar, Arrascaeta e De La Cruz...

necessita de um velocista à frente, quando recuperar a bola.

Verticalizar, sem velocistas, significa devolver a bola rápido para o adversário...

e perder a hegemonia do meio.

Acho que ninguém gosta do canhoto Luiz Araújo na esquerda.

Nem ele mesmo... 

e nem o Mano Menezes. 

Até o zagueiro argentino reserva tricolor andou se irritando com ele.

Ainda bem que tínhamos Wesley e Gérson pela direita.

Aliás, achei genial a entrevista do nosso craque lateral...

que afirmou que não sabia que sabia chutar cruzado.

Ele declarou que o capitão Gérson insistiu tanto nos treinos para que tentasse...

que acabou fazendo no jogo.

Acho que vou colocar esse primeiro gol na conta do Boto, que trancou a porta do Ninho.

Ninguém nas Laranjeiras imaginou que o Wesley pudesse chutar cruzado.

O Fábio deve ter tido pesadelo nessa noite.

Só sei que o Mano, que estuda muito o Flamengo, despejou fumaça no último terço do jogo.

A entrada do Keno e do menino da base alteraram a velocidade da equipe...

e, com mais uma kriptonita alçada alta nas costas da zaga rubro-negra...

conquistou o troféu “Fiz um gol no Flamengo”.

Mudando radicalmente de assunto...

Os comentaristas de arbitragem andam me irritando.

A verdade, que poucos querem saber...

é que existem duas arbitragens:

A do campo... e a da televisão.

A do campo vê os lances sob a ótica humana.

A da televisão, com inúmeras câmeras, tem a pretensão de analisar o impacto dos contatos.

Ontem surgiu uma terceira arbitragem:

a dos comentaristas.

Ela nega até a imagem que estamos assistindo.

Eles viram, no Sportv, uma agressão do Pulgar que mais ninguém conseguiu ver.

No jogo do Palmeiras, esqueceram a falha bizarra do goleiro são-paulino...

para questionar o impacto do toque do Arboleda.

e ignoraram que o Var existe para ver o que o árbitro não viu...

e não para checar as interpretações de quem está com o apito na boca.

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