PRÊMIO MICHELIN
PRÊMIO MICHELIN
Ontem, a dona do restaurante aonde almoço me perguntou:
“Você está nervoso por causa do jogo contra o Vasco?”
Respondi na lata:
“Sabe aquele restaurante que utiliza ótimos ingredientes...
e possui um chef de cozinha de categoria internacional,
e que agora possui um maitre experiente, além de garçons muito bem treinados.
Pois é...
O Flamengo, nessa temporada, merece conquistar o Prêmio Michelin”.
Aliás, apesar desse texto ter como público-alvo os flamenguistas que assistiram o jogo...
Tenho duas notícias para dar aos vascaínos.
Uma ótima, outra não tão ótima assim.
A ótima... é que não precisará enfrentar mais o Flamengo nesse Cariocão.
A outra, é que a temporada ainda não acabou.
Voltando a falar de Flamengo...
Vou fazer uma confidência ao pé do ouvido.
Todo super-homem tem sua kriptonita.
A máquina do Jorge Jesus se atrapalhava toda quando o adversário lançava a bola, verticalmente, entre os dois zagueiros centrais.
O profexô Luxemburgo andou descobrindo isso... e empatando por 4 x 4, com o mesmo Vasco, no Maracanã.
A verdade é que o jesuíta Filipe Luís ainda não descobriu como neutralizar bolas alçadas altas atrás da linha defensiva.
Ontem, os baixinhos Arrascaeta e Wesley não conseguiram rebater no gol vascaíno.
Mudando de assunto...
Se tem uma coisa que morro de medo no comando de equipes esportivas...
É da invencibilidade e do favoritismo.
Essa química proporciona que uma equipe entre em campo jogando somente com 100% de intensidade.
Já expliquei, aqui nesse espaço, que 100% é muito pouco num clássico.
O problema maior é que, às vezes, a apatia se transforma em irritação.
Nossa sorte é que o filósofo contemporâneo Bruno Henrique...
não quer saber da grossura das linhas do var...
e empatou o jogo...
num gol em que o presidente do Vasco ficou reclamando do tamanho da cabeça do BH.
Por falar em cabeça de jogador...
O competente Lédio Carmona, comentarista do Sportv, afirmou que o Filipe deveria ter substituído o Nico no intervalo do jogo.
Deixa eu explicar uma coisa:
Existem dois tipos de jogos.
Um, terminal... que são as decisões.
Outro, preparatório. Jogos que se quer ganhar... mas que priorizam o restante da temporada.
No Cariocão, todos os jogos são preparatórios.
Precisamos que o Nico diga que ainda está aqui.
Mudando de assunto novamente...
A NBA valoriza muito... e premia...
o 6º. Homem.
Todo grande time tem que ter um craque que começa de fora...
e que muda a história dos jogos quando chega seu momento.
Isso vale ouro. Literalmente!
O Luiz Araújo é esse cara.
Contra o Vasco, que os reservas já entram cansados, então...
Ele é o melhor jogador em atividade no Brasil considerando somente o último terço dos jogos... desde que comece no banco de reservas.
Esse é somente mais um desafio mental que o Filipismo saberá resolver.

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