ANISTIA JÁ!


 

ANISTIA JÁ!

Fui executivo de futebol por muitos anos e sempre morri de medo das apostas nos bastidores. E olha que ainda nem existiam as bets esportivas.

A química entre “esporte x apostas financeiras” é cancerígena.

Jamais conseguirei entender a possibilidade de se ganhar dinheiro com palpites em cartões amarelos, escanteios, cobranças de laterais...

Isso é que deveria ser banido do futebol.

Sei que cronista não pode ter jogadores de estimação.

Só que, muito acima de ser cronista, considero o Flamengo como uma religião.

Dito isso, afirmo que o Bruno Henrique é querido demais. Ele me levou ao “oto patamar”.

Ontem, me emocionei ao ver o Maracanã gritar o nome dele.

A Nação Rubro-Negra costuma ser a única do mundo que atira para matar nos seus próprios soldados...

mas penso que será capaz de reunir multidões para reivindicar anistia para o BH.

Falando da sinfonia de ontem...

o Juventude, que faz jus ao nome por não saber para onde correr, é o oposto do Central Córdoba.

Seus defensores tentam congestionar os espaços, mas não acompanham, individualmente, os deslocamentos adversários.

Com isso, o Wesley se “desargentinizou”.

Sua autoestima foi recuperada. Demonstrou habilidade e velocidade de penetrações que ajudaram demais os movimentos ofensivos pré-desenhados.

É estarrecedora a quantidade de flamenguistas que ainda não consegue enxergar a parte tática defensiva dos times adversários.

Eles preferem associar qualquer problema ao time titular escalado.

Não veem que o onze inicial deve ser composto pelos melhores atletas que estão à disposição do treinador.  O segredo é o desenho tático possível.

Por falar em jogadas pré-desenhadas...

ontem parecia o Fla-Basquete em campo. Jogadas ensaiadas em profusão.

A alteração do sistema a partir da entrada do Pedro foi impressionante. A bola se descolou do chão.

Com o Pedro no campo, surgiram os cruzamentos altos. O do Wesley foi cirúrgico.

A orquestra rubro-negra segue ganhando novos elementos a cada apresentação.

A temporada é longa. Maus resultados são inerentes ao futebol.

Só espero que a torcida, que anda batendo recordes de politização, não atire para matar.

Afinal de contas, qualquer clube do mundo sonha em viver o momento que estamos vivendo.

 

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