FELIZ ANIVERSÁRIO


 

FELIZ ANIVERSÁRIO

A vida deste cronista não é nada fácil. Principalmente no dia em que se transforma, oficialmente, em idoso.

Escrevo essa crônica num Domingo de Páscoa, dia do meu aniversário de 65 anos.

Dois dias após a Sexta-Feira Santa...

No dia seguinte ao Sábado de Aleluia, que também foi Dia de São Neuer Vascaíno.

Véspera de Tiradentes.

Dois dias antes de um enforcamento que deve ter alguma relação com Joaquim José da Silva Xavier.

Perto do Dia de São Jorge.

Já nem sei mais identificar o que estou celebrando.

Por via das dúvidas, enchi o muro de pisca-piscas do Natal e seja o que Deus quiser.

Só sei que o zero a zero de ontem mexeu com a cabeça de quem pensa que vamos festejar as 87 partidas que jogaremos nessa temporada.

O flamenguista não quer só ganhar a P* Toda.

Quer ser campeão invicto, sem nenhum empate. E jogando bem.

24 galáticos são insuficientes. Agora, até o Matheus Gonçalves tem que brilhar.

Com certeza, a NASA está perdendo excelentes cobaias.

São torcedores que não entendem que é muito mais fácil defender do que atacar.

Que já esqueceram o que é torcer para time ruim.

Numa temporada mais exaustiva do que o normal...

existe enorme diferença entre 3 ou 4 dias de recuperação entre os jogos.

Nessa semana, o Flamengo jogou domingo, em Porto Alegre (2 x 0 em cima do Grêmio),

quarta-feira (6 x 0 no Juventude), e sábado (0 x 0 contra o Vasco).

E ainda teremos um jogo decisivo, em cima do morro, na terça.

Nossos ídolos dos anos 70 e 80, corriam entre 5 e 8 quilômetros durante uma partida de futebol intensa.

Em 2025, tem craque superando os 13 Km percorridos.

E digo mais, se você quiser ter superioridade, volume...

 tem que realizar linhas altas, com enorme pressão na saída de bola adversária.

Por isso costumo afirmar que 100% de empenho é pouco numa partida disputada.

Sempre será necessário aquele pique a mais em determinadas situações.

Só que os rubro-negros não querem saber de nada disso.

Continuam atirando para matar nos seus próprios guerreiros.

Ontem, por exemplo, enxerguei muito valor nas atuações do Mikael (desculpa, Galvão, mas não resisti).

E no Ayrton Lucas. O Filipe até andou insistindo para que atacássemos mais pela esquerda.

Nossos homens bombas da arquibancada talvez não enxerguem que jogamos com ponta-esquerda aberto.

No jogo posicional do Filipismo, o Ayrton, ou o Alex Sandro, o Varela esquerdo, não podem atacar “À La Wesley”.

Enfim, o futebol está longe de ser uma ciência exata.

Não existe o impossível, mas convivemos com o imponderável.

O importante é sermos dominantes. Ter mais posse de bola. Finalizar mais no gol adversário. Levar poucos gols. Ter recomposições imediatas. Atacar com inteligência. Saber jogar sem a bola.

O Flamengo 2025 garante essa entrega. Vamos nos manter no topo ao longo do ano.

E encontrar a superação necessária nos momentos decisivos em que se definirá a diferença entre adultos e crianças.

 

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