Tomando Sopa de Garfo
TOMANDO SOPA DE GARFO
E não é que, na crônica anterior, esse escriba bancou a Mãe Dinah e cravou que teria gol do Juninho no jogo de ontem?
Pois é!
A profecia se repetirá no jogo do próximo domingo, contra o Vitória, no Barradão.
A galera do Cartola FC pode cravar nosso elegante artilheiro como capitão dos seus times na próxima rodada.
O Flamengo, ontem, voltou a jogar muito desfalcado.
O maior desfalque foi não ter o Luiz Araújo para entrar faltando 30 minutos para o jogo acabar.
Ver o Luiz Araújo de titular, tendo que bancar um tenor vestido de 10...
é tão ruim que me faz sentir saudades do Gabigol nessa mesma função.
Só sei que, no primeiro tempo, o Flamengo evoluía bem até a entrada da intermediária ofensiva.
Depois, a falta de imaginação imperava.
Vocês já viram a reação de uma pessoa quando não consegue realizar aquilo que sempre fez normalmente?
Experimenta, no jantar de hoje, não conseguir acertar a comida na boca.
Ou tomar sopa de garfo.
A irritação e a apatia serão consequências.
Ver Cebolinha, Michael e Luiz Araújo, pontas por natureza, tentando construir pela região congestionada do gramado, beirou um lesa pátria.
Pelo meio, eles não fazem a diferença.
O pior é que, tanto o Varela, como o Ayrton Lucas, não ajudavam na construção lateral.
Somando ao fato de que, na véspera, viajaram das 10 da manhã até às 11 da noite para chegar na Venezuela...
o time ficou nublado.
Sem refinamento.
A nota artística despencou.
Passaram a confundir calma com lentidão.
Os tenores desapareceram.
Por falar em tenores... como joga o Alex Sandro. Definitivamente, ele é amigo da bola.
Somado a uma rara intervenção do Cebolinha em jogada de linha de fundo...
com a magia de sempre do Bruno Henrique certo...
e com o peito da minha aposta elegante...
saiu nosso gol redentor.
Torço muito para que o Lorran, agora sob a tutela do Boto, volte rápido para o plantel principal.
Precisamos de mais um tenor clássico no nosso cardápio.
A temporada é pesada. As viagens desgastantes.
E teremos que minimizar, o máximo possível, as improvisações que comprovarem que não geram boas atuações coletivas.

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