BALADA DO LOUCO


Só sei que, ontem, esvaziei o pote. Degustei a vitória do Flamengo, dentro do Palmeiras, e completei com um momento raro na TV Globo, quando os platinados reverenciaram, em vida, o Carlos Alberto de Nóbrega (89 anos de idade), apresentador do “A Praça é Nossa”, do concorrente SBT. Foi uma aula de reverência e respeito, independente da camisa vestida.

Se você pensa que vou utilizar “A Praça é Nossa” para abusar dos trocadilhos na crônica de hoje, errou!

Se tem algo que acredito nessa vida é a importância do mérito.

O trabalho do Filipe Luís, no Flamengo, é exemplar e deve ser apoiado.

Uma eventual derrota para o Palmeiras, que possui o plantel mais caro do Brasil...

Recheado com Estevão, Vitor Roque, Weverton, Giay, Gustavo Gomez, Murilo, Piquerez, Lucas Evangelista, Emiliano Martinez e Facundo Torres...

E que reserva para o terço decisivo do jogo uma artilharia do peso de Raphael Veiga, Flaco López, Maurício e Paulinho...

Deixaria os haters da internet, insuflados pela oposição rubro-negra, assanhados a ponto de atrapalhar um momento em que estamos decidindo a fase de grupos da glória um tanto quanto eterna... e nos preparando para derrotar o Chelsea, que ainda não sabe que sua hora vai chegar.

 Fui um dos primeiros a afirmar que o Flamengo merecia a Gestão Bap.

Dizem que sou louco por pensar assim...

Se sou muito louco por ser feliz, mais louco é quem me diz, e não é feliz.

Se eles são bonitos, sou Alain Delon.

Afinal de contas, tenho Varela 1, Varela 2 e Varela 3.

O 1 é lateral direito, o 2, esquerdo, o 3, volante.

Vivi para ver o Filipismo afirmar que o Varela sabe realizar detalhes na volância que o camisa 10 da zaga não consegue. E concordo plenamente.

Só sei que passou da hora do eclético uruguaio ser valorizado pela hinchada rubro-negra.

Aliás, assisti uma entrevista deliciosa com o Arrasca nessa semana.

Perguntaram quem ele convidaria para uma balada.

Ele respondeu na lata: o Varela. A razão? Jamais ter feito um programa noturno, nem ingerido uma gota de álcool.

Se eles são famosos, sou Napoleão.

Afinal de contas, tenho Rossi no gol.

Vou confessar uma coisa. Considero TODOS os goleiros de uma Série A muito bons.

Só que para vestir a camisa 01 do Flamengo não basta ser muito bom. Tem que ser milagreiro... e catimbeiro.

O Rossi já garantiu lugar, no meu coração, ao lado do Raul (paixão eterna), Júlio César, Diego Alves e Ubaldo Fillol (que considero o melhor goleiro que vi treinar).

Se eles têm 3 carros, eu posso voar.

Sabe aquela entrevista do Arrasca? Também perguntaram quem ele não deixaria seu celular destravado por perto. A resposta? O Michael. Maluco demais.

Ontem, de cabelo vermelho, foi muito importante substituindo o Cebolinha, que conseguiu me irritar mais do que o árbitro da partida.

Zero chance da mão do Varela ter acontecido dentro da área.

Eu juro que é melhor não ser um normal.

Saber que posso pensar que Deus sou eu.

Sim, sou muito louco.

Só que não sou o único que ontem encontrou a paz.

Mais louco é quem me diz, e não é feliz.

 


 

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