A TEMPORADA CONTINUA
Minha grande dúvida é se o Filipismo conseguirá (como o Jesuismo conseguiu) importar para a cultura brasileira os aprendizados desse inestimável intercâmbio do Mundial de Clubes.
Estamos vivendo, no futebol, um momento semelhante ao que o basquete viveu no início da convivência da NBA com o resto do mundo.
Nos anos 80, quando não existiam transmissões televisivas internacionais, achávamos que os norte-americanos possuíam duas asas e poderes de super-heróis.
Aos poucos, principalmente por causa da internacionalização da NBA, as diferenças foram diminuindo substancialmente.
No futebol, o enfrentamento do Flamengo, ontem, com o Bayern de Munique, nos trouxe lições irrefutáveis sobre as verdadeiras diferenças:
1- Condição atlética dos jogadores. Na Europa, para se jogar com baixa estatura, tem que ter força, pulmão e técnica diferenciada.
2- Força de trabalho. Se necessário, treinamento em até 03 períodos.
3- Nível cultural elevado. Tem que haver leitura, interpretação e reação de todas as situações do jogo.
Como resultado, temos algumas consequências:
1- Ênfase nas bolas paradas. É impressionante o perigo que representa cada escanteio. Realizam verdadeiros bloqueios de basquetebol, liberando seus principais cabeceadores, além de tentarem reduzir a mobilidade dos goleiros adversários.
2- Treinamento de finalizações. O Bayern marcou gols com a bola resvalando na trave antes de entrar.
3- Recomposição com pressão forte no homem da bola. O contra-ataque do contra-ataque é a situação mais letal do futebol.
4- Deslocamento constante dos atacantes sem a bola, agredindo qualquer espaço vazio (mesmo que virtual) da defesa adversária.
5- Superioridade numérica em todas as regiões do gramado, principalmente nas laterais.
Se quisermos ter equipes capazes de enfrentar a primeira prateleira do futebol internacional (em pontos corridos), só temos os seguintes caminhos:
1- Multiplicação dos investimentos realizados nos clubes brasileiros, com venda de direitos televisivos para o mundo inteiro, e atração dos grandes investidores internacionais para nosso mercado interno.
2- Manutenção dos principais prospects em território nacional. Se o Flamengo jogasse, ontem, com Vinícius Jr e Paquetá, por exemplo, o resultado teria sido outro.
Dito isso, vamos em frente.
Algumas pérolas do jogo de ontem.

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