O FUTEBOL BRASILEIRO NÃO MORREU. SÓ ESTAVA MAL TREINADO
A Copa do Mundo de Clubes está comprovando uma afirmação que li na internet:
“O futebol brasileiro não morreu...
Ele só estava mal treinado”.
Sabe aquela galera jurássica da minha idade?
Ela não se conforma com o fato de que acabaram os espaços vazios num campo de futebol. Acreditam que isso retira o romantismo do nobre esporte bretão.
Só esquecem que o termo bretão vem da Inglaterra. E que Manchester City, Chelsea, Liverpool e cia são que reescrevem suas próprias histórias.
A verdade é que temos um jogo onde até um craque super talentoso tem que correr 15 km por partida.
Jorge Jesus, nosso jesuíta favorito, trouxe a cultura europeia para o Brasil e conquistou a memória afetiva de todos os flamenguistas.
Aliás, com 32 vitórias consecutivas, entrou para o Guiness Book, e encantou o pessoal milionário do Al Hilal também.
A verdade é que estou vivendo um momento mágico alucinante.
A magia começou quando descobri a Cazé Tv.
Esse dinossauro que vos fala jamais tinha entendido direito esse mecanismo que capta mais de 3 milhões de aparelhos ligados por jogo... e ultrapassa a marca de 5 milhões de público em cada partida desse Mundial.
E fiquei inebriado com a proposta de criar uma FlaTv, uma FluTv, uma FogoTv e uma PorcoTV num mesmo canal de YouTube, gratuito e de fácil acesso para o grande público que, no mínimo, pareia seus celulares nas smarts tvs.
A sacada de colocar ídolos carismáticos sacudindo as transmissões foi deliciosa.
No caso do Flamengo, ver o Diego Alves, no gramado, entrevistando seus ex-companheiros de vestiário, proporcionou uma interação quase íntima com os atuais craques rubro-negros, que não se abrem com tanta facilidade com repórteres globais.
E o Rodilindo comentando torcendo alucinadamente?
Ele sacaneando a entrevista do filósofo contemporâneo Bruno Henrique foi demais.
O melhor momento durante a vitória histórica sobre o Chelsea foi quando ele se irritou com o espanhol Marc Cucurella, lateral do time inglês:
“Ele está me irritando. Quando enfrentá-lo pela Champions League, vou bater nele!”, bradou o jogador que conquistou a torcida do Olympiacos, da Grécia.
Voltando para as 4 linhas...
O futebol brasileiro é tão bom quanto o europeu. Faltava disciplina, entrega e intensidade.
O mago Ancelotti afirmou, na coletiva pós vitória sobre o Paraguai, que futebol moderno é sinônimo de intensidade.
E que são os treinadores quem decidem a pressão exercida em cada partida.
Disse que contra o Equador, decidiu que seria pouca pressão através de um jogo mais posicional e que, no Itaquerão, a intensidade seria total.
Tenho certeza de que o Filipismo, com a benção do Botismo e do Bapismo, decidiu que a curva de esforço do primeiro semestre do futebol do Flamengo atingiria seu ápice nesse Mundial.
Toda minutagem em campo e dosagem na recuperação de lesões foram pensadas para ver seu povo querendo o mundo de novo.
Flamenguismo a parte, parece que o Palmeiras pensou igual... e confesso que jamais poderia imaginar ver um time treinado pelo Renato Gaúcho seguindo esse mesmo caminho.
Até o Al Hilal está provando que o jesuismo veio para ficar no mundo inteiro.
Vocês perceberam que depois da globalização da NBA... as seleções norte-americanas de basquete passaram a ter dificuldades para vencer competições internacionais?
Esse fenômeno tende a se repetir no futebol.
O negócio futebol, na Europa, prioriza os jovens talentos do mundo inteiro.
Os clubes sul-americanos mais poderosos caminham para possuir uma verdadeira seleção do próprio continente, composta por talentos que já passaram da idade de se transferir para o mercado europeu.
Se faltariam competições mais espaçadas e em gramados melhores...
Atualmente, sobram enfrentamentos em gramas sintéticas, em calores escaldantes, em campos sem as condições ideais, e jogos na altitude.
Isso tudo cria uma casca quase intransponível de competitividade. O problema é que, na maioria, faltam intensidade, aplicação e fisiologia.
Voltando ao Filipismo, ainda tem hater oportunista rubro-negro, de grupos de Whatsapp, teimando em atirar nos seus próprios heróis.
Eles ignoram a importância da autoestima. Não sabem que até as flores ficam mais bonitas quando são elogiadas.
Só que, enquanto nosso jovem treinador priorizar a intensidade, mesmo que seja necessário escolher Danilo no lugar do craque camisa 10, Léo Ortiz...
escolher o papa-léguas Bruno Henrique no lugar do gênio De Arrascaeta, entendendo que nosso uruguaio favorito estava uma rotação abaixo do jogo...
e da disruptura ao optar pela fumaça do Wallace Yan, em vez dos milionários reservas que estavam a disposição, entendendo que o juvenil entra em qualquer jogo como se estivesse numa pelada na várzea...
estaremos na primeira prateleira do futebol mundial.
Sei lá, é cruel saber que o Filipe não demorará a se transferir para um futebol que tem orçamento 5 vezes maior do que o nosso.
Meu consolo é que acredito, piamente, que na sequência, surgirá o Danilismo.
Voltando ao Wallace Yan, foi delicioso ouvi-lo afirmar após o jogo, na Cazé Tv, que sempre escolhia o Chelsea para defender no videogame.
Por falar em Chelsea, andaram dizendo que eles não estavam dando importância para o jogo. Como assim?
Um time da Premier League, comandado por um argentino (Enzo), um equatoriano (Caicedo) e um português (Pedro Neto)...
percebendo a valorização dos seus compatriotas (Rossi, Plata e Boto) nos centros que optaram por deixar pra trás, não iria deixar barato.
Tentaram bater que nem gente grande.
Que venha o Benfica. Deixa o Boca para o ano que vem. Eles são catimbeiros demais.
Nesse momento europeu do futebol brasileiro seria um enorme retrocesso voltar a jogar tipo Libertadores. Até os alemães, que gostam muito de cerveja, levaram copos na cabeça quando comemoraram seus gols.
Por falar em alemães, como joga esse time do Bayern. Atacam com 8 jogadores rápidos e habilidosos em todos os momentos.
Nas CNTP são, nesse momento, inegavelmente, os principais favoritos ao título.
E, para piorar, ainda têm o Neuer.
Só que temos time. Ontem, por exemplo, era jogo para o De La Cruz.
Se ele conseguir voltar, e seguirmos com a dinâmica do Filipismo, podemos fazer história.
E, se eles possuem o Neuer, nós temos o Rossi.



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