INTERVALO CAMPEÃO

É impressionante a eficácia da leitura de jogo do Filipismo no intervalo dos jogos. Em Bragança Paulista, as entradas de Viña e Wallace Yan formataram o 11 ideal daquele jogo. Ontem, a entrada do Evertton Araújo acabou com a alegria de uma transição rápida que envolvia os velozes Gustavo Scarpa e Cuello pela esquerda e Hulk e Rony pela direita. O Filipe odeia tomar contra-ataques. Ele entende isso como a chave do sucesso, mesmo que, às vezes, torne sua equipe um tanto quanto lenta. O Allan gosta de verticalizar os primeiros passes. Ontem, estava gerando contra-ataques atleticanos oriundos dos nossos contra-ataques. Simples assim! Aliás, o Atlético MG apresentou uma das maiores notas artísticas de retranca da história do futebol. Poucas vezes se viu tanto jogador bom só preocupado em congestionar a região central do gramado. É até difícil entender como a torcida do Galo aceita isso. O Hulk até desabafou, após o jogo, que 5ª feira será diferente. Será? Tomara! A verdade é que o Flamengo, em apenas 16 jogos do Brasileirão, já igualou a quantidade de partidas sem levar gols da temporada passada... e a sequência de 8 jogos sem sofrer gols em casa é maior de um time na história dos pontos corridos. As atuações do Jorginho, que teve 92 ações com a bola com 91% de acerto no passe, além de 7 desarmes e 2 interceptações, ajuda a explicar isso. Mudando de assunto, também está impressionando ver o fumaça Wallace Yan apresentar desenvoltura de gente grande. O time vem melhorando com ele em campo. Ontem ele, que já havia arrumado treta com o Thiago Silva, resolveu perturbar o Hulk, que foi se queixar com o Filipe após o jogo. Disseram que ele afirmava que recebia seus salários em dia. Isso remete ao futebol-raíz. A verdade é que o sucesso dessa garotada garante a perenidade dos orçamentos gigantes no futebol. Tenho convicção de que o Lorran terá que adestrar seus empresários para ser o próximo. Vamos falar em bolas paradas? Talvez esse tenha sido um dos maiores legados da Copa do Mundo Interclubes. Fiquei impressionado com a quantidade de bloqueios de basquete que precediam os gols de cabeça dos grandes times europeus. Ando vendo que estão dando crédito para o Rodrigo Caio nesse quesito, mas a verdade é que tudo passa pelo crivo do comandante-chefe. Não existe assistente-técnico. Existe assistente do técnico. Por isso utilizo o termo Filipismo para englobar tudo isso. Vocês lembram da crônica passada, escrita pós vitória sobre o Bragantino? Ela foi batizada de “Meu Pé Esquerdo” em relação ao destro Varella, que andou precisando, e não encontrando, excelência no seu pé esquerdo. A verdade é que seu pé direito é bom demais. Contra o Atlético, ele salvou um gol milagroso junto à trave esquerda... e aquilo foi fundamental para a vitória do Flamengo.

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