MEU PÉ ESQUERDO
É quase inacreditável ver a enorme quantidade de pessoas que ainda não entendeu que o Filipismo tem um plano de jogo para cada partida disputada.
Ontem, em Bragança Paulista, com o termômetro assinalando 11 graus centígrados (sensação de 9), e gramado alto, mantido propositalmente para o bola não correr, o Flamengo enfrentou um adversário dirigido pelo Fernando Seabra, que tem como característica principal apresentar linhas altas defensivas com acompanhamento quase individual.
O jogo pedia passes longos e jogadores fortes fisicamente para explorar lançamentos longos.
A escalação de Pedro e Bruno Henrique se tornou efetiva e o Filipe não cansou de pedir ligações diretas com o ataque. A lentidão do Luís Araújo e a ausência do pé esquerdo do Varella atrapalharam bastante a estratégia inicial.
As entradas de Viña e Wallace Yan formataram o 11 ideal.
Por falar no improvisado Varella, foi muito nobre da parte do Léo Pereira tentar assumir a culpa no gol adversário, mas a responsabilidade maior foi, com certeza, do uruguaio. Ele jamais poderia permitir o facão de um canhoto entre as linhas. É claro que a jogada ensaiada “Á La PSG” foi bem executada, e que o Léo deu 2 passos a frente, mas o lateral tinha que ter mantido seu oponente nas costas, privilegiando o pé direito, que não era letal. Enfim, o Neymar já tinha demonstrado essa deficiência. Ainda bem que o Viña, agora, está pronto para ser titular. Né, Filipe? Você mesmo afirmou que o GPS é amigo do craque em recuperação da grave lesão.
Por falar em Wallace Yan, é impressionante seu desempenho. Nossa fumaça favorita anda fazendo de tudo em qualquer posição do ataque. Ele pode não ser amigo dos zagueiros adversários, mas é muito íntimo da bola. Na jogada do gol da vitória, ele centralizou para abrir espaço para a penetração do Wesley, que tem tudo para fazer história na Roma, que também tem um técnico que gosta de privilegiar laterais com suas características.
O Filipe, pós jogo, afirmou que gosta de fechar um jogo enrolado com jogadores que tenham os melhores números ofensivos. Sei lá! Ontem fiquei com a impressão de que o Juninho merecia ter maior minutagem. Ele tem uma química interessante ao lado do Pedro, que provou que tem que jogar.
No final do jogo, Juninho e Arrascaeta andaram recompondo na intermediária defensiva com enorme energia. A última vez que o Arrasca conseguiu isso... ganhamos a Libertadores.

Comments
Post a Comment