FÓRMULA TRUCK

Nos 4 anos da Gestão Landim, em que exerci a Vice-Presidência de Esportes Olímpicos do Flamengo, frequentando as reuniões do Conselho Diretor... Uma das falas mais constantes era que ninguém conseguia fazer o time de futebol jogar com intensidade na véspera de uma partida decisiva de Libertadores, ou Copa do Brasil. Já afirmei, aqui nesse espaço que, no futebol, não existe certo ou errado. Existe o que deu certo... e o que deu errado. Definitivamente, a dosagem do Filipismo, nessa semana, não deu certo. Teria sido muito melhor que Jorginho e Arrascaeta tivessem atuado contra o Atlético MG... e não viajado ao Ceará. O foco de todos os atletas está no mata-mata. Eles interpretam que são nesses jogos que valorizam suas carreiras. Só bobo acredita que existe prioridade de competição. Ontem, com o semelhante empate do Palmeiras, que é nosso adversário direto, na Bahia, nosso resultado no Ceará não foi ruim. Ruim foi ver um time de totó em campo. E pior, no segundo tempo, completamente espaçado. Definitivamente, a Ferrari não embarcou para Fortaleza. Talvez porque não houvesse gasolina azul para abastecê-la. Só sei que o veículo de ontem utilizou óleo diesel. Vocês sabem qual é o pior jogo para quem vem de longa inatividade? Sempre será a segunda partida jogada. Na primeira, o talento supera qualquer dificuldade. Na segunda, principalmente se for 3 dias após a primeira, o acúmulo de ácido lático inibe diversas ações. O segundo tempo de ontem, surgiu algo inédito no Filipismo. Jogamos sem o controle do jogo. Por mais incrível que pareça, a entrada do Lucas Mugni mudou o eixo do confronto. Com certeza, o Jorginho teve uma das piores jornadas da sua carreira. Inclusive, no gol adversário. Normalmente, numa bola parada, o Pedro seria o responsável pelo gigante Pedro Raul. Ontem, era o Jorginho. Por falar em piores jornadas da sua carreira, o que está acontecendo com o Rossi? Ele anda atrapalhado demais. Goleiro não pode ser sinônimo de dúvida. No gol cearense, que foi numa cabeçada de fora da pequena área, ele nem saiu, nem ficou. Nem interceptou o cruzamento (até porque foi fora do alcance), nem ficou na meta para praticar a defesa. Sinceramente, não sei explicar o motivo. Com a palavra, o treinador de goleiros do Flamengo. Voltando a falar do caminhão à óleo diesel, a torcida rubro-negra segue sonhando em voltar a ver de 12 a 15 chances reais de gol por partida. Isso só acontecerá se atacarmos o adversário na hora em que roubarmos a bola. Jogando só no 11 x 11, e sem velocidade, nem deslocamentos constantes dos atacantes sem bola, sempre dependeremos de lances geniais como o passe do Léo Ortiz para a assistência do Plata, ou do lançamento do Jorginho para o agora disperso Bruno Henrique finalizar. Confesso que preferiria que o jogo em Belo Horizonte fosse na quinta-feira. Mesmo assim, confio em ver uma Ferrari no campo. Pressão alta sufocante. Léo Ortiz, Jorginho, Saúl e Arrascaeta apresentando os 4 tenores. O Viña brilhando na esquerda. O Pedro voltando a ser o melhor centroavante do Brasil. O Léo Pereira concentrado no jogo inteiro. O goleiraço Rossi menos atrapalhado. O Samuel Lino repetindo a atuação do Maracanã. O Royal sendo batizado de Royalindo. O Luiz Araújo, na direita, acertando aquele chute de canhota fora do alcance do goleiro adversário. E, o mais difícil, o Filipe Luís levando o primeiro cartão amarelo da sua carreira, esbravejando, a beira do gramado, no melhor estilo Jorge Jesus.

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