NÃO SE SAI DE PRESSÃO. SE DESMORALIZA ELA.

Antes de escrever essa crônica, quero fazer um pedido muito especial: Mudem a Constituição Brasileira... ou o Estatuto do Flamengo, mas proíbam esse time mágico do Flamengo de jogar com lentidão. Vou abrir essa crônica com mais 2 pedidos muito especiais para a Gestão Bap: Renovem correndo com o sobrenatural Arrascaeta. Ele apresentou ontem seu melhor futebol e, para mim, realizou um upgrade na condição de mago, o que é consequência do excelente momento físico que conseguiu atingir... e renovem, também com muita habilidade e urgência, com o Nico De La Cruz. Eu, legítimo dinossauro que não para de se atualizar, tenho enorme respeito pelo Dr. Runco, que foi minha referência por muitos anos, mas conheço bem sua crença. O Runco confia exageradamente na manipulação e só recomenda imagens para dúvidas extremas. Ele tem visão humanitária a respeito do tratamento a ser recomendado. Não tenho dúvidas de que o Nico não é uma pessoa fácil. Ontem, afirmou que ninguém conhece seu corpo melhor do ele mesmo. Só que acredito que o maior problema é de atitude. Ele deve ter algum problema tipo Michael, que sempre pensa que a grama do vizinho é melhor. Quando está na Arábia, quer voltar para o Flamengo... quando está no Flamengo, se veste de árabe e quer retornar para o mundo árabe. O Runco se cansou das atitudes do craque uruguaio. Só sei que meu decano médico favorito errou demais por ignorar o mundo do Whatsapp. Ele desabafou com um colega de profissão e feriu todos os preceitos da ética profissional. Tenho convicção de que, com o Filipismo, o Nico ainda vai brilhar muito como tenor rubro-negro. Aliás, sempre defendi que ele iria destruir no Mundial de Clubes. Ele, definitivamente, é um craque de estilo europeu. Por falar em craques de estilo europeu e em grandes tenores, o futebol apresentado ontem por Jorginho, Saúl e Arrascaeta foi digno de uma exibição de altíssima nota artística. Foi tão diferenciada, que já comecei a aceitar os momentos de lentidão rubro-negros. Só que tem duas condições: 1- Contra-atacar sempre que roubarmos a bola com o adversário no nosso campo defensivo; 2- Atacar sempre com, no mínimo, 8 jogadores dentro, ou muito próximos, da área adversária. Só sei que, com velocidade na transição ofensiva, até Lino e Pedro andaram apresentando credenciais de tenores. Outro que andou tentando ganhar uma credencial foi o Varella. Ele pisando na área adversária é outro patamar. Sua assistência no primeiro gol foi genial, e seu corte para dentro num lance em que deveria ter sido pênalti, também. Pena que o lateral reserva improvisado colorado era tão limitado que nem pênalti soube fazer. Por falar no Saúl, que chegou no Brasil após um período em que estava de férias, mas que é um jogador privilegiado fisicamente e sem histórico de lesões... o Filipe andou dando minutagem para ele na intenção de acelerar a recuperação do ritmo de jogo. A verdade é que, somente ontem, a Nação começou a enxergar o DNA rubro-negro que esse craque europeu possui. A entrevista do Saúl após a partida foi emblemática. Ele estava profundamente incomodado pelo fato do Flamengo ter levado um gol no último minuto dos acréscimos, o que, na nossa cultura, seria irrelevante. Ele demonstrou ser extremamente competitivo e diferenciado. Mais um grande líder para o menu rubro-negro. Mudando de assunto e indo para o que mais interessa, o Filipe, que já havia declarado que a partida de ida contra o Inter era a mais importante da temporada, reafirmou que teremos, na próxima quarta, um jogo que é topo de qualquer curva de preparação. E afirmou ter convicção de que a equipe do Roger Machado irá pressionar. Então vamos lá! No basquete, onde reside minha principal formação (estou, como técnico do clube, na Calçada da Fama da Gávea, na seção Grandes Mestres), a teoria é contra pressão não é suficiente sair. Tem que desmoralizar. O Dinizismo andou errando feio ao acreditar que sua fórmula era suficiente para qualquer problema. Temos que possuir a virtude de reconhecer o mérito dos adversários. Ontem, vi alternativa de evoluir com passes rápidos, de primeira, mágicos... mas também vi quebradas do Rossi e do Léo Pereira. Se o adversário congestionar demais nosso primeiro terço, temos que priorizar lançamentos para a velocidade de Lino, Bruno Henrique, Plata e cia. Para encerrar a parte de futebol dessa resenha, quero comentar o desabafo do Filipe na coletiva pós-jogo. Ele afirmou que não existe, no futebol, atuações lineares. Ninguém consegue amassar durante 90 minutos. Chutar 20 bolas no gol e não permitir ao adversário nenhum. Concordo plenamente. No basquete também é assim. Só que ele afirmou que uma pessoa sadia, se ficar constantemente recebendo críticas, adoece. Perfeito! Só que o Flamengo é um trem pagador exatamente por isso. Somos quase 50 milhões de Big Brothers misturados com técnicos de Cartola FC. Cabe aos profissionais do clube, que já possuem um retiro no Ninho, não mergulharem nos comentários dos haters rubro-negros, incluindo os tais influenciadores caça-likes. É óbvio que carinho e elogios sensatos colaboram com qualquer cenário. Confiança e alegria é a base do sucesso esportivo, mas não podemos querer adestrar o mundo patológico da internet. Falando um pouquinho sobre esporte olímpico, essa Panamericano Junior que está sendo disputado no Paraguai, está sendo um momento marcante para muitos prospects que foram desenvolvidos na nossa gestão de 4 anos à frente do Flamengo. Hoje vou citar 3 joias do vôlei feminino. Helô, Juju e Ádria. Elas conquistaram o ouro com a Seleção Brasileira. Juju e Ádria seguem brilhando no SESC Flamengo. A Helô optou por se transferir para uma excelente universidade norte-americana e segue em franca evolução. Independente da camisa que estiverem vestindo, meu coração sempre estará ao lado delas. Orgulho máximo do trabalho desenvolvido na Fábrica de Talentos da Gávea.

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