PEDRO E ARRASCAETA JUNTOS
Confesso que sigo com o coração aberto para entender a linha de raciocínio lógico do Filipismo contemporâneo.
Ando com a impressão de que ele enfrentando um delay de um jogo.
E equipe titular de ontem deveria ter sido utilizada contra o Atlético Mineiro. A que começou contra o Galo, deveria ter ido ao Ceará... e assim por diante. Mas isso é só um sentimento.
Tenho 65 anos de cultura esportiva me dizendo que não se faz controle de carga em jogos decisivos. Como mudar isso?
Ontem, na coletiva pós jogo, aconteceu um momento em que tocaram todas as sirenes da minha cabeça:
O Filipe enalteceu e agradeceu exageradamente uma simples pergunta. Chegou a afirmar, com um discreto sorriso no rosto, que aquele repórter entendia muito de futebol. Confesso até que fiquei com ciúmes.
Como ninguém merece ciúme de homens, então vamos lá!
O rapaz perguntou se a escalação da dupla Pedro / Arrascaeta comprometia a intensidade do Flamengo. Essa foi a pergunta do milhão.
Será?
Será que o Flamengo parou de apresentar a intensidade “A la Bayern” para poder escalar esses craques simultaneamente?
Será que eliminamos nosso letal contra-ataque do contra-ataque adversário por receio de não termos recomposição em caso de perca de bola?
Pensando bem, houve um contra-ataque do contra-ataque de almanaque que o Arrascaeta errou o passe decisivo... e a consequência é que aconteceu um contra-ataque do contra-ataque do contra-ataque, e o caos foi geral.
Só sei que o Filipe respondeu que Pedro e Arrascaeta não conseguem dar piques de 70 metros.
E desabafou dizendo que não pode impedir a verticalização dos passes, mesmo preferindo ir devagar para o ataque para não descompactar o time.
Ou seja, quanto mais lento, maior a chance de Arrascaeta e Pedro brilharem. Meu Deus!
Se isso for verdade, e após mais uma noite mal dormida, estou me convencendo que é...
Reconheço que não quero mais o Pedro como titular. Enfim...
Voltando à análise “pré-essa informação”...
Espero que, dessa vez, o Filipismo tenha feito a coisa certa. Afinal de contas, aos 35 minutos do 2o tempo, só tínhamos realizado apenas uma substituição, mesmo contando com um plantel que se deu ao luxo de deixar Viña, Juninho e Michael fora do banco.
Como temos jogo decisivo na próxima quarta-feira, torço para que Saúl, Carrascal e cia. tenham treinado muito forte sexta, sábado e domingo, ficando no ponto para a ida em busca da glória um tanto quanto eterna.
O Saúl, por exemplo, que atuou a maior parte da carreira como 2º volante, teve seu ápice atuando como meia, o que comprova que é dependente de ótima condição física.
O mago Arrascaeta, que se tornou no “Rei dos 3 Dedos”, tendo atingido 56 assistências com o Manto Sagrado, também anda longe do auge físico já apresentado.
Falando sobre o jogo de ontem, foi impressionante a competência do time do Mirassol. Foi o adversário que melhor enfrentou o Flamengo no Maracanã, ao lado do Internacional.
O Flamengo tem elevada nota artística defensiva. A técnica para roubar bolas é muito elevada. A verdade é que a nota artística ofensiva do Mirassol, muitas vezes, superou a nossa defensiva. Nossa linha alta pouco funcionou. Talvez isso explique a manutenção de Varella, Alex Sandro, Evertton Araújo e Allan durante quase toda a partida. Nossos cães de guarda tiveram muito trabalho. A atuação do Chico da Costa, que já tinha chamado minha atenção nas partidas contra o Bolívar, voltou a me impressionar.
Por falar em gente diferenciada, o Samuel Lino voltou a brilhar no Maracanã. Não vi essa estatística, mas penso que ele bateu algum recorde de escanteios conquistados na mesma partida, sem falar do cruzamento precioso para o gol de cabeça do Léo Pereira, que até andou engraxando sua chuteira.
A pergunta que não quer calar é a seguinte: ele só usará esse pó de pirlimpimpim no Maracanã? Ou descobrirá algum genérico para os gramados inferiores? E a grama do Beira-Rio, como está? Só sei que para um jogador que já atuou na Copinha, em campos completamente alagados, a solução tem que existir.
E o Léo Ortiz, hem? A verdade é nossos zagueiros são tão craques que, às vezes, abusam da técnica. Nosso camisa 10 da zaga, ontem, deu um passe para o Royalindo que quase quebrou sua coluna. A diferença dele para o Pereira é a sorte. Quando o Karolyno erra, normalmente tomamos um gol.
Tudo bem. Então a proposta é esquecer a Copa do Brasil, que é um torneio menor.
Vamos concordar que ela não faz parte da “P* Toda”.
Quase comemorar que teremos 5 datas a mais para realizar programação completa de treinamentos. Ok. Aceito. Desde que não se poupe em jogos decisivos. E não caia a intensidade em campos que não estiverem à altura dos gramados europeus.

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