PÓ DE PIRLIMPIMPIM
Reconheço que essa é uma das crônicas mais difíceis de produzir.
Uma noite pessimamente dormida está colaborando muito para a lucidez de raciocínio.
Apesar de manter um blog denominado “Para Quem Entende de Flamengo”, qualquer tentativa de compreensão sobre nossa eliminação só é possível no terreno das hipóteses.
Então, vamos lá!
Em primeiro lugar, existem 2 tipos de jogos: os de meio de tabela, onde a derrota pode ser recuperada nas rodadas seguintes... e as partidas eliminatórias, que qualquer insucesso representa o final triste de um objetivo planejado.
O controle de carga foi criado exatamente para que consigamos atuar nessas partidas de mata-mata com força máxima. A história está recheada de heróis que receberam infiltrações para pode atuar.
Em segundo lugar, a teoria de que Jorge Jesus se beneficiou da eliminação da Copa do Brasil, na mesma fase de ontem, é verdadeira. Só que ele tinha um plantel na conta do chá... e não perdeu propositalmente para o Athlético Paranaense.
Em terceiro lugar, o Filipismo sempre entendeu que jogo se ganha no último terço disputado. Agora, ando ouvindo nosso jovem técnico vangloriando boas atuações no primeiro tempo de algumas partidas,
Em quarto lugar, a teoria conspiratória sobre o gramado sintético é insuportável.
É semelhante à neurose de se jogar na altitude.
É lógico que a grama artificial proporciona um risco muito maior de lesões nas articulações. Assim como a altitude afeta algumas poucas pessoas.
E ontem, para piorar, o Cuca deve ter feito algo nefasto que tornou o piso bem escorregadio. Ele fez tanta confusão antes do jogo que acabou escalando o lateral direito errado.
Só que a pergunta do milhão é a seguinte: E os jogadores do Atlético? Eles atuam jogo sim, jogo não, nesse gramado. O Hulk não tem problemas? O Rony é de borracha? O Scarpa, que jogou muito em todos os lugares do campo, nunca teve lesões?
E o Dudu, que ficou uma eternidade lesionado e voltou no sintético do Palmeiras... para hoje estar jogando no galinheiro. Esse tipo de gramado não o preocupa?
Fiquei com a nítida sensação de que o Luiz Araújo e o Bruno Henrique, que tinham que ter jogado em Belo Horizonte, declinaram pela condição do gramado. E que Pedro, Cebolinha e Plata foram substituídos pelo mesmo motivo. Os “europeus” não tentaram correr. Será que o Samuel Lino só encantará com o pozinho de Pirlimpimpim do Maracanã?
O Saúl foi entrevistado antes do jogo e afirmou que jamais havia atuado numa grama sintética... mas fez uma ressalva declarando que o gramado do Castelão estava ainda pior.
Estou convencido de que colocaram o Wallace Yan para correr por todo mundo. Até pênalti ele andou batendo para poupar veteranos.
Eu, particularmente, não consigo aceitar. A realidade do futebol brasileiro, infelizmente, é jogar em péssimos gramados e em pisos artificiais. Nossos scouters têm obrigação de saber disso antes de contratar.
Se nossa equipe só utilizar pó de pirlimpimpim no Maracanã e no Itaquerão... jamais seremos hegemônicos.
Hoje, muita gente me perguntou se eu colocaria o Wallace Yan para bater o último pênalti. É lógico que não. Até porque ele não estaria mais em campo.
O Filipe escalou 4 atacantes (Wallace Yan, Plata, Pedro e Cebolinha) e, com isso, eliminou o homem da sobra da marcação individual atleticana. Brilhante.
Só que, no momento que colocou nossos tenores Arrascaeta e Saúl no jogo... tirou quase todos os atacantes ao mesmo tempo. Só ficou o menino. O Pedro jamais poderia ter sido substituído, mesmo pedindo substituição. Estava meio na cara que o jogo iria para os pênaltis. Tínhamos Arrascaeta, Jorginho e Saúl que dificilmente perderiam. O trabalho era somente manter mais 2 batedores de excelência. Enfim...

Comments
Post a Comment