NÚMEROS RACIONAIS

Tem torcedor rubro-negro que ainda não entendeu a lógica dos pontos corridos. O único prejuízo desse domingo é que fomos ‘obrigados’ a ficar mais 90 minutos em frente a televisão, torcendo para o Corinthians que, diga de passagem, jogou melhor do que o Palmeiras. Na tabela de pontos, tudo permaneceu igual. O futebol é um esporte global exatamente pelo imponderável. Sempre o time pior poderá surpreender o grande favorito. No empate contra o Grêmio, do Mano Menezes, apresentamos os seguintes números: Antes de descrevê-los, cabe um comentário: Números não existem para serem lidos e sim, interpretados. Posse de bola: Flamengo, 67%; Grêmio, 33%. Finalizações: Flamengo, 26; Grêmio, 06. Finalizações certas: Flamengo, 06; Grêmio, 01. Ações na Área Rival: Flamengo, 33; Grêmio, 09. Jorge Jesus assombrou o Brasil quando afirmou que o campeonato nacional é a prioridade em qualquer país do planeta. Justificou dizendo que ela preenche um calendário completo e gera lucros que não são pontuais. Além da premiação de dinheiro, ela proporciona durante toda a temporada, resultados com bilheterias, sócio torcedores, venda de camisas, licenciamento de produtos, exposição de marcas, conteúdos para as TVs de clubes e muito mais. É uma competição que vive todas as estações do ano e duas janelas de transferências. O Boto, após o jogo, apresentou uma interpretação sobre outros números: “Os adversários jogam legitimamente com as armas que possuem. A estupidez vem da arbitragem. É matematicamente impossível nós termos 67% de posse de bola, finalizarmos 26 vezes, ter 13 escanteios contra nenhum do Grêmio... e o árbitro conseguir apitar mais faltas do Flamengo do que contra. Uma equipe que tem mais volume ofensivo não pode fazer mais faltas do que o adversário que passou a maior parte do jogo a se defender. Esse é um padrão que já foi verificado em muitos jogos e isso preocupa demais. A arbitragem prejudica o ritmo de jogo. A economia nos cartões amarelos aos adversários estimula o jogo travado. Além disso, o amarelo aplicado ao Léo Ortiz foi absurdo. Nem falta, cometeu”. Mudando de assunto, mas ainda falando da mesma coisa, o Filipismo tem que aprender, urgente, a fazer a equipe crescer nas substituições. Colocar craques consagrados em campo, poucos minutos, só para cumprir funções, jamais será solução. O Bap me ensinou que futebol se ganha no último terço do tempo de jogo. O próprio Filipe declarou que o time baixou a intensidade, se desorganizou e que ele não gostou disso. A verdade é que o Mano Menezes, ao contrário do Carille, sabe enfrentar o Filipe Luís. Ele conseguiu arrancar dois 0 x 0 dirigindo o Fluminense e, ontem, conquistou mais um empate contra um dos elencos mais poderosos do mundo. Só não consigo entender o que sentem seus torcedores durante as partidas. Ontem teve uma primeira linha de 6 na frente da sua própria área, com outra de 3 bem próxima a frente, sem deixar espaço nas entrelinhas. A verdade é que defender deveria cansar mais. Física e mentalmente. As substituições deveriam massacrar o Grêmio. Enfim, o fato é JJ era mestre nisso. No curso do Filipe, ele deve ter faltado nessa aula. Na coletiva pós jogo, nosso jovem treinador apelou para que a torcida contagie a equipe. Filipe, ouve um profissional que tem mais de 50 anos de vivência em campos de jogos. Não é a torcida que empurra o time, é a equipe que contagia a torcida. Sempre que o Flamengo estiver dominante, com atitude, apresentando DNA rubro-negro, a massa estará no delírio. Por falar em falta de atitude, jamais entenderei o Dayverson rubro-negro ter tido tanto protagonismo num jogo eliminatório na casa do adversário... como jamais compreenderei o Filipe exaltar, nesse momento, o Ayrton Lucas. Revejam a última bola do jogo. O Flamengo perdeu a bola no ataque e o Ayrton voltou se arrastando. Penso que de jogadores deprimidos, basta o Michael. Foi dito, na coletiva, que ele passa por problema pessoal. Não sei se a causa, mas ele vem sendo um jogador triste dentro do campo. O Ayrton já brilhou na Seleção Brasileira. Já colocou o próprio Filipe no banco, mas perdeu completamente o brilho. Entendo, também, que nosso técnico prefere defensores que façam o terceiro zagueiro. Concordo que Viña e Allan gostam de atacar. Mas tem que jogar quem está melhor. Espero mesmo que ele não esteja fazendo média com nenhum ex-colega. Isso seria fatal para seus resultados. Grupo se ganha pela qualidade das informações. Trocar o De La Cruz pelo Evertton Araújo é trocar uma Mercedes-Benz por um fusquinha. Bom, após tomar meu Omeprazol, vou falar do admirável mundo novo Por falar em De La Cruz, esse cronista assume que tem enorme prazer em vê-lo jogar. Acredito que teria se consagrado no Mundial de Clubes. Ontem, nossa formiguinha atômica favorita jogou demais. Correu o campo inteiro, cobrou faltas com enorme qualidade e chegou na área adversária. Com o Saúl entrando em forma, e passando a brilhar na meia, ao lado do Arrasca, De La Cruz e Jorginho comporão os 4 tenores no meio de campo. O excelente Pulgar deverá ficar na recomposição. Voltando aos 13 escanteios a favor e nenhum contra, penso que o Lino deve ser recordista de escanteios conquistados. Só sei que, quando recebe a bola, aponta o chifre, saca a espada e parte pra cima do marcador. É impressionante o que consegue na ponta esquerda. O Rodrigo Caio deve priorizar aquele lado para trabalhar as bolas paradas ofensivas. Só sei que, talvez em homenagem à esse cronista, o Flamengo marcou seu gol num dos raros contra-ataques de um contra-ataque e, ainda por cima, no meio das pernas do Kannemann, que deveria levar cartão em todas as jogadas que participa. Novamente aproveitando essa crônica para falar de coisas que também são Flamengo, parabenizei o Bap pelo espetacular encontro com a prefeitura do Rio. Penso que ele deu aula sobre responsabilidade rubro-negra e enterrou o discurso oposicionista de que não quer construir o estádio. Outra coisa que me encheu os olhos, foi ver nossa equipe petiz de natação, a melhor do Rio, oriunda das nossas escolinhas, e sendo formada, na maioria, por sócios do clube, dando a volta no gramado do Maracanã. Na Gestão Landim, solicitei ações parecidas e, recebia como resposta, que isso não tinha relevância. Só o basquete campeão mundial conseguiu desfilar.

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